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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Rosa de Saron é premiado no Troféu Louvemos o Senhor

A noite de gala da música católica nacional.

Aconteceu ontem, 28/04, no auditório da TV Século 21 em Valinhos – SP, a grande festa de entrega do Troféu Louvemos o Senhor, o prêmio nacional da música católica. A festa premiou os melhores da música católica de 2009 e contou com a presença de vários nomes como: a banda Rosa de Saron, Anjos de Resgate, Pe.Antônio Maria, Celina Borges, Adriana, Eugênio Jorge e muitos outros. Este ano, além de ser transmitida pela TV Século 21, a premiação foi também transmitida pela TV Aparecida, TV 3º Milênio, TV Imaculada Conceição, TV Nazaré, TV Horizonte e Rede Vida.


Abrilhantada pelo carinho e profissionalismo com que foi realizada a segunda edição do Troféu Louvemos o Senhor, a noite de ontem com certeza tornou a premiação referência obrigatória do segmento da música católica.


Em meio a toda esta festa, aplausos e ao reconhecimento do trabalho de tantas pessoas, fica a certeza de que a música católica tem se tornado uma ferramenta de evangelização cada vez mais eficaz. A banda Rosa de Saron, que havia sido indicada a 5 categorias, repetiu o feito do ano passado e levou para casa três troféus: Melhor Banda, Melhor Intérprete Masculino (Guilherme de Sá) e Melhor Cantor (Guilherme de Sá), eleito pelo voto popular. Confira abaixo todos os ganhadores do Troféu Louvemos o Senhor 2010:


Categorias voto popular:


01 – melhor musica do ano – TUDO É DO PAI (Pe. Fabio)
02 – melhor música para a Santa Missa – INCENDEIA MINHA ALMA (Pe. Fabio)
03 – melhor cantor do ano – GUILHERME DE SÁ
04 – melhor cantora do ano – ADRIANA
05 – melhor CD independente – BANDA ECLESIS
Categorias escolhidas por uma comissão de jurados:
06 – melhor banda – ROSA DE SARON
07 – melhor intérprete feminino – CELINA BORGES
08 – melhor intérprete masculino – GUILHERME DE SÁ
09 – revelação feminina – PATRICIA ROMANIA
10 – revelação masculina – FABIO AUGUSTO
11 – destaque de 2009 – PE. FABIO DE MELO
12 – melhor álbum alternativo- THE FLANDERS
13 – melhor álbum rock – VIA 33
14 – melhor álbum pop – VIA 33
15 – melhor compositor – CELINA BORGES E PE. FABIO DE MELO
16 – melhor grupo vocal – CANTORES DE DEUS
17 – melhor coletânea – ADRIANA e ANJOS DE RESGATE


Agradecemos a Deus, a quem todo esse reconhecimento deve ser redirecionado, e que em sua infinita misericórdia tem nos proporcionado muitas bençãos através do nosso trabalho. Obrigado às nossas famílias que por amor a nós e apreço à nossa missão suportam nossa ausência e nos impulsionam a continuar. À nossa equipe que faz o trabalho acontecer. Aos amigos e parceiros que acreditam em nosso trabalho, à Som Livre e à Sonotec .


E por último, mas não menos importante, a todos vocês fãs e acima de tudo amigos que acompanham e acreditam no nosso trabalho e que rezam por nós. Um salve todo especial à galera do Twitter e da Comunidade no Orkut Fãs do Rosa de Saron. Valeu pelos votos! Deus abençoe a todos!

Valeu Nação Rosariana!

Fonte: Rosa de Saron


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Pe Fábio é Jesus na minha vida

Confirmado o show do padre Fábio de Melo em Catanduva



Já está confirmado! O Padre Fábio de Melo fará show em Catanduva no dia 16 de julho, a partir das 21 horas, no centro de eventos ao lado da Paróquia Imaculada Conceição.
Segundo o padre Osvaldo de Oliveira Rosa, responsável pela paróquia, o objetivo é trazer a evangelização por meio de entretenimento às pessoas da cidade e região “Há algum tempo estamos recebendo pedidos de pessoas para que o padre venha se apresentar na cidade, entramos em contato com a produção e conseguimos que ele viesse para mostrar sua palavra a todos”.
“Através do show poderemos reunir as pessoas para espalhar a palavra de Deus, dando oportunidade a todos de estar mais perto do Padre Fábio, que é referência para as famílias, tanto no meio católico, quanto na arte e poesia”.
Segundo informações do padre, o 1º lote de ingressos estará disponível do dia 11 de maio a 15 de junho, no valor de R$ 15. Já o segundo lote estará disponível após meados de junho e o valor ainda não foi definido.
Inicialmente os locais de venda serão as livrarias católicas e paróquias de Catanduva e região.
“O número de ingressos será limitado, para 25 mil pessoas, de acordo com o espaço disponível”, finaliza padre Osvaldo.

Saiba mais


Padre Fábio de Melo nasceu em 3 de abril de 1971, na cidade de Formiga-MG, tornou-se conhecido no meio artístico principalmente pela música, mas também escreve livros e poesias, além de ser professor universitário.
Sua obra é composta por 11 cds e seis livros que totalizam a venda de mais de dois milhões de cópias.
Lançou seu primeiro cd em 1997, tendo como referencial o Padre Zezinho, o qual foi o precursor dos padres cantores desde a década de 60.
Teve sua ordenação concluída no ano de 2001. É mestre em antropologia teológica e atua na diocese de Taubaté, interior de São Paulo.
Seu mais novo disco, lançado no ano passado, tem o título “Iluminar”, com a participação de Zezé di Camargo e Luciano, André Leono, Elba Ramalho e Roupa Nova.

Fonte: O Regional


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Pe Fábio é Jesus na minha vida

terça-feira, 27 de abril de 2010

Livro 'Cartas entre amigos: sobre ganhar e perder' - Leiam as duas primeiras cartas

Primeira carta

Querido irmão padre Fábio,

Depois de alguma pausa, voltemos à nossa prosa.

No fluxo de nossa vivência, vamos aquinhoando experiências. Nossos olhares são capazes de reter considerações que vão moldando o que somos. A imagem surge como os sentidos captando impressões. Depois dela, vem o conceito. O conceito é o que permanece quando a imagem se esvai. É como o conhecimento que fica com o avançar da aprendizagem. Lançamos mão de excessos para que a viagem fique mais leve ou para que o compartimento dos nossos sentidos receba outros companheiros. O bom conceito é aquele que traz a companhia da bondade, da gentileza, do respeito, entre outros avidamente esperados.

Esperamos como necessidade vital. Esperamos o amanhecer. Esperamos o entardecer. Esperamos a demorada cicatrização da incômoda ferida. Esperamos um amor. Esperamos compreensão. Compreensão apenas, amigo. Guimarães Rosa dizia que “esperar é reconhecer-se incompleto”. É na consciência de nossa incompletude que a espera ganha mais significado. O futuro existe.

Esperamos uma humanidade mais evoluída em que os direitos mínimos dos humanos sejam respeitados. Uma humanidade fraterna.

Quantos crimes bárbaros assombram nossos irmãos!

Sabe, amigo, certa feita, em um congresso de direitos humanos, presenciei uma jurista indignada com os horrores praticados na Tanzânia contra os albinos. Descrevia com tamanha dor o que passam nossos irmãos e tentava nos acordar do sono do comodismo. Sim, porque parece que a dor alheia não nos pertence e que, portanto, não cabe a nós o exercício do agir. Aliás, não precisamos ir até a África para perceber a nossa pouca ação. Basta olhar ao lado.

O albinismo é um tipo de deficiência na produção de melanina. Os albinos têm a pele pálida, esbranquiçada, têm o cabelo fino e uma sensibilidade maior nos olhos, que sofrem quando estão expostos à luz. Ocorre que há uma superstição medonha que afirma que eles servem para rituais de mandingas. Isso não acontece apenas na Tanzânia, mas em outros países da África. Esses feiticeiros chegam a pagar uma verdadeira fortuna, em se considerando a pobreza desses países, por um pedaço do corpo de um albino. Se for de criança, o valor é maior. Vendem línguas, braços, genitálias, pernas etc. Dá sorte beber o sangue de um albino ainda quente, é o que acreditam. Fico imaginando o pavor dos pais quando os filhos demoram a voltar. A ansiedade em proteger a prole. Fico imaginando a prática macabra. São humanos caçados como animais.

Não estamos falando de uma outra era nem de ficção. Enquanto rabisco essas palavras, há pânico em algum lugar do mundo na luta pela sobrevivência. Sentem-se vencedores esses caçadores de gente, como se sentem vencedores os homens com as pedras nas mãos para dar cabo da vida de mulheres condenadas em países cuja legislação afirma ser o direito à honra superior ao direito à vida. Mulheres abusadas por uma sociedade machista cheia de preconceitos, embrutecida pela impiedade. A cena de uma mulher enterrada até a cintura sempre me causou angústia. Fica assim, com as mãos amarradas, para não proteger o rosto das pedras jogadas sem comiseração. Em algumas comunidades, o início do apedrejamento se dá com pedras menores para que a dor seja prolongada. Uma pedra maior poderia ser fatal e o divertimento teria menor duração. As pessoas vão aos montes para assistir e participar. É como uma festa, uma diversão qualquer. Assim faziam aqueles que saíam às ruas para ver as pessoas sendo guilhotinadas ou queimadas ou enforcadas. Essas penas corporais, capitais, perduraram durante muito tempo. Como também
as arenas em que eram jogados os cristãos para serem mortos pelos leões. E o público assistia e ria do pavor com que corriam de um lado a outro até serem devorados. Que prazer estranho é esse? Que deturpação do conceito de conviver? E a compaixão? Os gladiadores não fazem parte do passado. O “vale-tudo” arrasta multidão para torcer pelo mais forte. Quanto ao mais fraco, merece risos, vaias, desprezo. É apenas um perdedor. A sua dor parece incomodar menos do que a sua fragilidade; afinal, o espetáculo terminou mais cedo. Há ainda os jovens em bando que, desafiados, são capazes de espancar até a morte quem cruza o seu caminho. Ou queimam moradores de rua para amainar o tédio. Ou buscam um diferente qualquer para humilhar, destruir, matar. Meu Deus, mas não pertencemos à mesma humanidade? Quando um membro sofre, não é o corpo todo que sofre?

Amigo, desculpe-me começar com essas cinzentas paisagens esta nossa nova prosa. Mas a verdade é que me sinto hipócrita em conviver com uma sociedade que tolera essas práticas como se fizessem parte da cultura ou da vida. A cultura não pode destruir a vida, ao contrário, tem de preservá-la. Evidentemente, crueldades acontecem todos os dias nas esquinas do nosso país. Há crianças sendo violentadas por quem deveria protegê--las. Há mulheres sendo espancadas pelos maridos, há crimes brutais, há miséria. Mas me parece que pelo menos nossas leis são um pouco mais respeitosas com os direitos humanos. Embora, na prática, a realidade seja outra. Veja, por exemplo, a vida nas penitenciárias e nos espaços de privação de liberdade para adolescentes. Leis corretas, práticas medonhas. Além do mais, a nossa acomodação faz com que cruzemos os braços
diante do anseio de um recomeço que têm os egressos do sistema penitenciário, por exemplo. Temos o bom discurso da segunda chance. Mas, na prática, nos escondemos. São perdedores, padre. São perdedores esses que caíram nas malhas da criminalidade. E nós, os vitoriosos, não devemos nos macular com eles. Que pena!

Gostaria tanto de mudar essa realidade. Sei que é difícil. Algumas questões envolvem uma mudança de postura mundial. A paz ainda é uma utopia. Cuidar da pessoa humana toda e de todas as pessoas humanas é o sonho do papa Bento xvi, em sua Encíclica mais recente. A globalização da economia e das informações não significou a universalização da fraternidade. Estamos engatinhando ainda em matéria de respeito. Fazemos pouco ou praticamente nada contra o recrudescimento da violência. E não precisamos ir longe. A dor mora bem ao lado, como dissemos.

Uma vez, em um metrô lotado de pessoas apressadas, vi uma menina com uma boneca na mão, cabelos cacheados e um olhar triste, de mãos dadas com um pai cuja rudeza no olhar não escondia a pouca paciência com os passos lentos da filha. Puxava-a como se fosse um objeto enroscado. Sua pressa contrastava com a fragilidade da pequena. Olhou-me em algum momento. Ensaiei alguma conversa. O metrô parou. O pai a puxou e desceram. Fiquei por algum tempo imaginando a história familiar dos dois. A menina parecia triste. Podia ser apenas uma impressão minha. Mas ela passava-me tristeza, e ele, rudeza. Não tinha o poder de intervir. Ali não havia crime algum a não ser a criminosa falta de cuidado, de afeto. Fiquei conjecturando sobre a casa em que moravam, se tinha mãe a menina. Se tinha irmãos. Se o pai era agressivo. E, se fosse, como eu haveria de saber? Tenho essa mania, amigo, de tentar imaginar a vida dos outros. Aliás, esse é o nome de um filme alemão de 2006, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro, que conta a história de um alto funcionário da Alemanha Oriental, incumbido de vigiar um dos maiores dramaturgos do país. Aos poucos, envolvido na trama de emoções que ele e sua mulher viviam, o antes impiedoso funcionário, acostumado a torturar para obter uma prova, se transforma. Um homem que não chorava passa a chorar; que não sorria passa a sorrir. A imagem foi moldando um novo conceito em sua história. Bastou o contato com o amor cotidiano para a metamorfose.

Querido padre Fábio, há um desafio diuturno de não desistir da pessoa humana. Por mais dolorosas que sejam as nossas experiências. É preciso não desistir. Norberto Bobbio em A era dos direitos afirma que “o problema fundamental em relação aos direitos do homem, hoje, não é tanto o de justificá-los, mas o de protegê-los”.

Descreve, na mesma obra, convenções e tratados internacionais que tratam dos direitos da pessoa humana genericamente ou especificando as vítimas de preconceito como as mulheres, os negros, os pobres, entre outros. Direitos do homem, democracia e paz são processos que não podem ser encerrados.

Vamos um pouco além. Por que ainda não aprendemos a conviver com as diferenças? Medo? Ausência de amor?

Falemos de amor na poesia leve de “Um soneto”, de Guilherme de Almeida:

Ama, quieto e em silêncio. É tão medroso
o amor, que um gesto o esfria e a voz o gela.

Não. O amor não é medroso. O poeta brinca apenas com a vulnerabilidade dos sentidos ao emprestar “O eco” à vida:

Perguntei à minha vida:
– “Como achar a apetecida
felicidade absoluta?”
E um eco me disse:
– “Luta!”

Lutei. – “Como hei de a esta pena
dar a cadência serena
que suaviza, embala e encanta?”
O eco, então, me disse:
– “Canta!”

Cantei. – “Mas, como, num verso,
resumir todo o universo
que em mim vibra, esplende e clama?”
então, o eco me disse:
– “Ama!”

Amei. – “Como achar agora
a alma simples que eu pus fora
pelo prazer de buscá-la?”
O eco, então, me disse:
– “Cala!”

Calei-me. E ele, então, calou-se.
Nunca a vida foi tão doce...
Tudo é mais lindo a meu lado:
Mais lindo, porque calado.

Lutar, cantar, amar e calar... assim queria o poeta. Lutar para que os desvarios mundanos não roubem nossa sensibilidade. Cantar a canção da dor e a canção do amor. Cantar pelos que, empedernidos, já não conhecem os acordes. Cantar por aqueles que impedem a canção alheia. Cantar o silêncio dos que não têm voz ou vez. Amar como ação necessária de encontros e paisagens. Contemplamos o mundo para conhecê-lo e transformá-lo. E calar? Mas como calar diante das feridas abertas da injustiça e da destruição do nosso irmão? Calar para, como Maria, a mãe da esperança, escutar a boa-nova, a missão e então agir.

Irmão querido, não é possível agir sem antes sentir. Aqui falo da vitória do sentimento sobre a insensibilidade. Da canção de liberdade que carece de intérpretes.

Ainda criança, em uma excursão para um parque de diversões, experimentei a dor preenchendo o meu tal fluxo de vivências. A história se deu mais ou menos assim. Éramos um ônibus de crianças conduzidas por dois ou três professores. Chegamos ao parque. Os brinquedos nos deixavam alucinados. Era emocionante para nós, meninos interioranos, explorar o grande parque de diversões da capital. A adrenalina misturava-se à alegria e à molecagem. Assim, furávamos fila. Discretamente. Tínhamos a desculpa da pouca idade. E tudo era festa. Até que, quase no horário do retorno, furamos mais uma vez a fila de um brinquedo chamado Montanha Encantada. Eu e mais uns quatro. Quietinhos, entramos; e quietinhos, ficamos. Uma mulher, entretanto, não se conformou com nossa audácia e começou a dizer as piores ofensas. Ela tinha razão, então nos fizemos de distraídos. Foi quando um homem resolveu nos defender. Alegou que éramos crianças nos divertindo. A mulher ficou ainda mais irritada dizendo que exatamente por sermos crianças é que deveríamos ser corrigidos. Ele tentou dizer alguma coisa e ela soltou um sonoro “cala a boca”. Ele retrucou e ela avançou sobre o homem. Deu um tapa em sua cara. Ele retribuiu. E nisso chegou o marido dela. E uma confusão tomou conta daquela fila. Vieram os seguranças e nós saímos correndo em direção ao ônibus. Chegamos ofegantes. Cheguei entristecido. Eu sabia que não devia furar fila. E o que mais doía é que o homem que tinha me defendido estava agora em uma situação ruim. Contei a história meio choramingando a um dos professores e ele, vendo meu pânico, a piorou. “Parece que mataram o homem.” Meu Deus, como sofri naquela viagem. Tinha vergonha de chorar. Escondi-me de mim mesmo aos oito ou nove anos de idade. Cheguei em casa angustiado. Quando vi meu pai, abracei-o e chorei muito antes de conseguir contar a história. Meu pai primeiro me abraçou em silêncio, depois encontrou uma saída para aliviar a minha preocupação. “Filho, vamos ver a notícia na televisão. Se o homem morreu, eles mostram. Se não mostrarem, é porque nem machucado ele ficou.” Eu acreditei. E fiquei de mãos dadas com ele até a última notícia.

Ah, pai amado, quanta sabedoria na sua simplicidade! Padre, como é importante termos espaços para narrarmos as nossas perdas em casa. Pais que nos escutem primeiro para depois apontar outros horizontes. Meu pai era assim, resolvia comigo as minhas dores. Era preciso sentar ao lado dele para que pudéssemos descobrir juntos o desfecho. Ele não ridicularizava a minha dor. Era uma brincadeira do professor, apenas. Mas não importava. Se eu estava sofrendo, era preciso respeitar. E, depois do alívio, o ensinamento. “Filho, nessas horas a gente aprende que é bobagem fazer a coisa errada.” E mais nada. Um sorriso. Um beijo de boa noite. E mais nada. E do que mais eu precisava naquela noite intranquila? Da segurança de suas mãos grandes. Meu pai tinha mãos grandes e nós brincávamos de ver quanto faltava para que minhas mãos superassem as suas. Um dia, as minhas mãos ficaram maiores. No começo, eu as encolhia um pouco para que as suas mãos continuassem sendo as vitoriosas.

Amigo, no dia em que ele morreu, brincamos um pouco antes, no hospital, de ver quem tinha a maior mão. Novamente, encolhi um pouco a minha para que ele ganhasse. Do alto dos seus 84 anos, ele me disse: “Filho querido, eu sei que a sua mão é muito maior do que a minha, mas isso não é um problema para mim, ao contrário”.

Essa não era a admissão de uma derrota. Era a sua vitória. Meu pai queria que eu crescesse e não competia comigo. Minha vitória era a sua vitória. Minhas inquietações eram acalentadas em sua paciência. “Paciência, filho”, era quase que uma jaculatória. Quando alguma coisa não saía do jeito que eu queria, “paciência, filho”; quando a doença chegava e alguns planos tinham de ser desfeitos, “paciência, filho”. Até nas derrotas bobas do meu time de futebol. Eu chegava em casa cheio de desculpas por ter perdido, e ele ouvia, e depois lançava, “paciência, filho”. É, pai, como esta virtude faz falta: paciência.

Paciência não como acomodação. Voltemos ao poeta. Calar é contemplar o que precisa ser mudado para depois lutar, combatendo o bom combate, e depois cantar uma canção nova e aí, então, amar. E calar novamente. Sim, amigo, é no silêncio dos nossos porões que habitam muitas razões.

Volto às imagens e aos conceitos. Ganhar ou perder são imagens que temos de momentos que vivemos e de pessoas com as quais nos surpreendemos. Não sei, amigo, se você tem medo das perdas ou das pedras que surgem por aí. Ou se a paciência já é convidada do seu alimento diário. Persigo a paciência como persigo a inquietação. Não quero deixar as coisas como estão. Quero mudar o mundo, sim, e para isso preciso também da paciência. E da cumplicidade. Sozinho, sou incapaz de prosseguir, até porque os medos contemporâneos não me abandonaram. Sozinho, sou capaz de desistir. Nessa tessitura social, é necessário o encontro de ideias e ideais. E assim ouço você. Sua canção de liberdade, sua sensibilidade diante da dor alheia. Eu não quero conviver passivamente com a crueldade. Quero a coragem de Ester, que se aproxima do rei Assuero decidida a salvar o seu povo. O medo não foi mais forte do que a decisão. E ela venceu. Não venceu apenas porque ele estendeu o cetro e poupou-lhe a vida. Venceu porque protegeu a vida dos seus irmãos. Venceu porque entrou para a história como alguém que se importou com os outros. Essa é a grande vitória. E ela não será alcançada se passarmos os dias diante do espelho e, diante do espelho, reparando nas mudanças que o tempo é capaz de fazer sem pedir a nossa autorização. A alma enrugada é que é o problema. Envelhecemos prematuramente pela ausência de um tema. Um tema que nos conduza a viver. E aí sim vem a derrota. As outras são contingências. Fazem parte da margem, apenas.

Padre Fábio, termino estes rabiscos ansioso por notícias suas. Notícias do seu olhar para a humanidade. Sei que, como sacerdote e como poeta, também sofre com a dor alheia. Ouço suas pregações emocionadas quando o assunto é o calvário da humanidade. O calvário dos crimes que vemos por aí e o calvário da mulher traída, humilhada, que soluça silente a sua dor.

Suas composições nascem de sua compaixão. E seu repertório empresta um tema àqueles que por razões menores desistiram de viver. Tudo, menos isso. Desistir de viver, não! A terra precisa de semeadores, embora a rede seja aparentemente mais agradável. Na rede, o descanso merecido. Passar a vida na rede enjoa. O balanço agrada um tempo. Muito tempo deprime. Balancemos nosso deitar como a simples espera do levantar. E mais nada. Levantemos, amigo. A plantação está linda, mas há algumas pragas que temos de lançar fora.

É o momento de vencer. O trigo tem de vencer o joio para que o alimento chegue até a mesa. E para que a mesa seja uma celebração que alimenta o corpo e os sentimentos.

Obrigado pela espera e pela atenção. A pausa foi só na escrita.

Somos irmãos ininterruptamente...

Com o renovado carinho,

Gabriel



Segunda carta

Meu querido Gabriel,

Obrigado pelas palavras. Não é sempre que podemos receber uma fala tão sábia e sugestiva. Gosto de reconhecer nos discursos humanos as palavras geradoras. Em meio a tantas outras, elas saltam aos olhos, sugerem mais algumas, despertam o desejo de refletir, ir adiante.

Há discursos extensos que não nos presenteiam com palavra alguma. É a fala infértil, prolixa, redundante. Não agrega absolutamente nada ao que somos, mas ao contrário é capaz de nos retirar a alegria e a disposição. Neste mundo em que vivemos, é muito comum nos depararmos com discursos assim. Mas há outros que são ricos de palavras geradoras. São construídos a partir de uma visão holística da realidade, capaz de abarcar inúmeros aspectos numa mesma trama de palavras. É o discurso que não abre mão da sensibilidade, que realiza a proeza de colocar na mesma pauta razão e emoção.

Meu amigo, sua carta é um celeiro de palavras geradoras. Seu olhar sobre o mundo é profundo e respeitoso. A raiz de tudo isso é o amor que você tem pela humanidade. Não é possível refletir as questões fundamentais da comunidade humana sem que por ela exista amor e respeito.

Só o amor nos autoriza uma aproximação dos calvários do mundo. Ele é o elemento que impede a banalização, pois resguarda, envolve e protege o sagrado que por trás da dor se esconde.

Vez em quando vejo o sofrimento humano sendo usado como mecanismo. É lamentável. É afrontoso. A lágrima da mãe que perdeu o filho num soterramento é usada para ganho de audiência em programa de televisão. Não, não há comprometimento com o fato. O único desejo é aproveitar o acontecimento e transformá-lo em pauta para a manutenção de uma programação fútil. Não importa o quanto o outro sofre. O que importa é o quanto os índices de audiência subirão no momento em que a dor for exposta.

Gabriel, sua carta chegou num momento oportuno. Foi seguindo a trilha que suas palavras me sugeriram que pude adentrar o contexto de uma reflexão pertinente e necessária. A condição humana será sempre bem-vinda às nossas reflexões. Será sempre a base de uma boa prosa, afinal, toda vez que sobre ela refletimos, de alguma forma estamos alterando o que somos.
Antes de qualquer coisa, eu gostaria de salientar a satisfação que tenho de novamente estabelecer este vínculo. A carta é um mecanismo maravilhoso que nos proporciona a experiência do encontro.

Sua carta me fez recordar da ágora, a praça grega que foi lugar onde as experiências filosóficas ganharam caráter dialético. A ágora era um lugar de encontro. A principal atividade que os gregos exerciam por lá era a troca de mercadorias. Mas, naquele grande mercado a céu aberto, uma outra troca acontecia a ponto de prevalecer sobre as outras. Era a troca de ideias. Enquanto a materialidade era negociada sempre sobrava espaço para uma conversa, uma troca de opiniões.
Tive um grande professor de História da Filosofia que fazia questão de nos dizer que foi na ágora que a filosofia assumiu o seu verdadeiro papel na sociedade. A filosofia do cotidiano, a reflexão nossa de cada dia. A arte de articular o pensamento como realidade dialética, que extrapola a verdade hermética, fechada, mas que se abre à percepção do outro.

A filosofia que é construída a partir da vida concreta das pessoas. A trama da existência e seus fios tão cheios de nuances. A filosofia como tear que tece e favorece a compreensão do entrelaçamento das linhas.

Sua carta apresentou tantas questões que merecem ser refletidas. Fiquei assustado com a questão que envolve os albinos da Tanzânia. Eu desconhecia aquela tradição mórbida. É lamentável que nos dias de hoje ainda tenhamos que admitir tamanho absurdo. O fato nos leva a compreender que, em muitos lugares do mundo, o respeito ao ser humano ainda não aconteceu. Ele ainda está condicionado a fatores culturais. Está restrito, limitado.

Confesso que a desesperança é o caminho mais atraente. Ao me deparar com relatos como esse, minha primeira reação é desesperar. É bem mais simples. Chego à conclusão de que nossos braços são curtos demais para abraçarem o mundo. Podemos muito pouco diante de tanta dor, tanto sofrimento. Mas é no impulso dessa desesperança que eu me recordo que a Tanzânia também é aqui. Não preciso ir longe. Há realidades muito próximas de mim que também são desumanas. Mas há uma diferença. Aqui eu posso agir. Não há limites linguísticos, geográficos, nem tampouco culturais. Tenho diante dos meus olhos injustiças e sofrimentos que falam a minha língua. Não se trata de pessoas que estão distantes de mim, assim como estão distantes as estrelas. Não tenho delas apenas um tênue brilho de notícia. Elas estão concretamente posicionadas nas esquinas de minha cidade. Moram em casebres que meus olhos alcançam; frequentam os mesmos lugares que eu; trabalham na guarita do prédio onde moro.

Gabriel, só assim o mundo pode ser diferente. Só dessa forma podemos prestar socorro aos desvalidos do nosso tempo. Há uma dor que mora ao lado. Há uma injustiça que é nutrida pelo mesmo ar que nos sustenta. É dela que precisamos nos ocupar. Se não temos como mudar a situação dos albinos africanos, resta-nos fazer justiça às injustiças que todos os dias batem à nossa porta.

Você falou de esperanças. Concordo com você. Só a esperança pode nos alimentar nessas ações. A esperança não nos deixa esmorecer. Ela nos posiciona diante da dureza da realidade humana de forma sempre nova. Gabriel, o mal não dá tréguas. Vejo as teias da maldade sendo lançadas sobre nós. É impressionante o número de pessoas que estão comprometidas com a disseminação do mal. Volto a dizer. O caminho mais fácil é desanimar. Mas não creio que seja o mais honesto. Precisamos buscar imunidade contra todos esses males. Caso contrário, nós também desanimaremos.

Assim como a mãe vacina o filho para imunizá-lo contra uma infinidade de vírus, da mesma forma nós também precisamos ser vacinados contra a maldade que está presente no mundo. A maldade é sedutora. Ninguém está livre dessa contaminação. Por isso precisamos tanto buscar essa resistência diária. É uma questão de sobrevivência.

A maldade é uma arma que permanece apontada. Há sempre uma pessoa que se dispõe a apertar o gatilho. Vez em quando somos terrivelmente atingidos por ela. É nessa hora que precisamos sobreviver. Tudo dependerá do quanto já estamos, ou não, imunes a seu poder agressor.

Meu amigo, eu busco essa imunidade nas palavras. É simples. Necessito de palavras assim como necessito de pão. É uma questão de sobrevivência. Tenho fome de pão, mas também tenho fome de palavras. Gosto muito da passagem bíblica que diz que “nem só de pão vive o homem”. É verdade. Há outras fomes que precisamos alimentar.

A fome do corpo é facilmente notada. Ela se manifesta de forma determinante, aparente. O corpo que carece de alimento manda os seus sinais. A exterioridade é o território das manifestações. Não é possível esconder por muito tempo a fome física.

Nos tempos idos de minha infância, a minha mãe tinha uma expressão interessante para diagnosticar a nossa fome. Ela nos falava. “Vai comer alguma coisa porque você está muito descaído!” Eu sempre obedecia. Tinha medo de ficar “descaído”.

Talvez seja por isso que eu seja muito atento às fomes do corpo. Faço questão de favorecer a saúde através dessa pequena disciplina. Os especialistas salientam que é importante que o ser humano não passe períodos prolongados sem a ingestão de alguma forma de alimento. Essa atitude, segundo eles, acelera o metabolismo do corpo. Metabolismos acelerados são importantes
para a manutenção de uma vida saudável.

Creio que a mesma regra valha para a vida intelectual. Tão importante quanto alimentar o corpo é alimentar a alma. É claro que essa divisão “corpo e alma” é meramente didática. Creio na integralidade humana. Somos corpo e alma. É no corpo que a alma experimenta o mundo. É através da alma que o corpo transcende sua materialidade. Ao me referir à condição humana, eu não secciono, mas integro.

Uma boa reflexão acelera o metabolismo da alma. A palavra é o elemento fundamental para que isso aconteça. As imagens que vemos estão diretamente ligadas com as palavras que conhecemos.

As palavras alimentam realidades menos visíveis. Entram na mente e se perdem nos místicos emaranhados da alma. Pão e palavra possuem missões semelhantes. O corpo metaboliza o pão. Dele faz fonte de energia. Da mesma forma, a alma faz com a palavra.

Meu amigo, como é instigante esse processo. Nós nos transformamos no que comemos. O alimento é integrado pelo corpo. É por isso que insisto tanto na necessidade de sermos mais cuidadosos com a escolha dos nossos alimentos. Escolher o que vamos comer é escolher o que seremos. Nossa saúde depende dessa escolha.

O mesmo acontece com nossa vida intelectual. O cérebro é o lugar onde as ideias são metabolizadas. Ideias estão diretamente ligadas ao contexto das palavras. São elas que entrarão em nossa vida. São elas que nortearão o que somos e o que seremos.

Sei que você sabe disso, mas é bom repetir. Uma boa reflexão pode mudar o rumo de uma vida. Vejo isso o tempo todo. As pessoas erram muito porque refletem pouco. Sofrem muito porque não administram de um jeito certo as causas que as fazem sofrer. Escolhem errado, vivem errado, amam errado. Tudo porque faltou reflexão.

Muitos erros são gestados e mantidos a partir de atitudes irrefletidas, meu caro amigo. Por isso eu creio firmemente que a religião que praticamos só pode ser benéfica se nos fizer refletir. Caso contrário é alienação, esquecimento da realidade.

A vida humana é um território onde prevalecem muitas contradições. Sempre foi assim. Faz parte de nossa condição. É estatuto que trazemos na carne. Somos contraditórios.

Essa contradição nos atinge o tempo todo. Você enumerou vários sofrimentos que nascem dessas contradições. Como pode um ser humano se sentir no direito de esquartejar o outro? Mistérios da contradição. É nessa hora que entra a força transformadora da reflexão. Uma sociedade só poderá evoluir culturalmente à medida que refletir a cultura que possui.

É estranho, mas há muitos comportamentos e tradições que são mantidos sem que suas causas sejam conhecidas. Tive contato com uma história assim lá no interior de Minas Gerais. Havia uma família que tinha uma receita muito saborosa para o preparo de um peixe típico daquela região. A tradição já havia atingido a terceira geração. O fato interessante é que o peixe era sempre assado sem a cabeça. Ninguém nunca havia se questionado sobre o fato. Quem o fez foi uma das meninas, que pertencia à terceira geração.

Ao ser perguntada sobre a razão de o peixe ser assado sem a cabeça, a mãe da menina disse não saber. A resposta foi simples. Sua avó me ensinou a assar assim. A menina, por sua vez, resolveu ir fundo na investigação. A avó respondeu da mesma forma. Aprendi com sua bisavó. Tendo a oportunidade de perguntar o motivo à bisavó, a menina finalmente resolveu o enigma do peixe sem cabeça. Não há razão alguma – disse a velha senhora. É que, no tabuleiro que eu tinha, o peixe nunca cabia inteiro.

Acho interessante essa história. Nem sempre a manutenção de uma tradição está amparada em motivos consistentes. O tempo passou, os tabuleiros cresceram, mas os peixes continuaram sendo assados sem as cabeças.

Gabriel, muita coisa seria diferente se pudéssemos retomar os encantos da ágora. As pessoas seriam mais felizes, mais equilibradas, mais justas se estivessem mais dispostas à reflexão.

A vida ganha novo sentido cada vez que uma boa palavra vem iluminar as varandas da nossa mente. Uma boa palavra é como um bom alimento. Traz saúde.

Obrigado pela saúde que suas palavras me trouxeram. Volte sempre. Ficarei por aqui, enquanto faço essa boa digestão emocional.

Com meu carinho e bênção,

Pe. Fábio de Melo
 
Fonte: Editora Globo


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1º de Maio: centrais promovem três grandes manifestações em SP

Na zona oeste de São Paulo, em trecho da Avenida Marquês de São Vicente, o 1º de Maio Unificado com CTB, UGT e Nova Central. Ali perto, no Memorial da América Latina, a CUT e seu 1º de Maio Latino-Americano. Por fim, na Praça Campo de Bagatelle, zona norte, o 1º de Maio Unitário envolvendo Força Sindical e CGTB.
Escolhida, uma vez mais, como principal palco das celebrações nacionais do Dia Internacional do Trabalhador, São Paulo se prepara para receber três grandes atos no próximo sábado (1º/5). Mais de 2 milhões de pessoas devem passar pelas comemorações.

A ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência da República apoiada pela base aliada ao governo Lula, é aguardada nos três eventos. Já o presidenciável tucano José Serra foi convidado pela CUT e pela UGT para participar de suas respectivas manifestações — mas não deve comparecer.

Na celebração mais representativa, novamente CTB, UGT e Nova Central se uniram para promover um 1º de Maio Unificado. Desta vez, as centrais elegeram seis bandeiras de lutas: redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário; ratificação da Convenção 158 da OIT (que proíbe demissões imotivadas); fim do Fator Previdenciário; direito à igualdade de oportunidade; desenvolvimento nacional com valorização do trabalho; e 70 anos do salário mínimo.

Haverá também programação artística e cultural. O 1º de Maio Unificado promete “o maior concerto sertanejo já organizado na capital”, com várias duplas do gênero, além de shows da sambista Leci Brandão e do padre Fabio de Melo. A expectativa das centrais é levar ao ato um público superior aos 200 mil reunidos no Dia do Trabalhador do ano passado.

Com o lema “Reduzir a Jornada e Ampliar Direitos”, Força Sindical e CGTB também vão unidas para o que chamam de “comemoração unitária do 1º de Maio em São Paulo”. O evento conjunto terá apresentações musicais durante todo o dia de sábado, além de sortear 18 automóveis zero quilômetro e um apartamento. No ato político, lideranças e entidades ligadas às duas centrais vão se concentrar em três reivindicais: redução da jornada para 40 horas, diminuição dos juros e fim dos leilões do pré-sal

O 1º de Maio da CUT envolve atividades e debates políticos como o Seminário Sindical Internacional, dirigido às entidades sindicais e sociais. Para celebrar a integração de 20 países da América Latina, a programação inclui ainda a exposição Trabalhador Latino-Americano, ato ecumênico, feira gastronômica, mostra artesanal, lançamento de livros e shows — quase tudo temático. A principal atração musical é o mineiro Milton Nascimento, que prestará tributo à grande cantora argentina Mercedes Sosa, falecida em outubro de 2009.

De São Paulo,
André Cintra








Fonte: Portal Vermelho




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Troféu Louvemos o Senhor – Sua presença é especial!



Amanhã, 28 de abril, a partir das 20 horas acontecerá a festa de entrega do Troféu Louvemos o Senhor, o prêmio nacional da música católica. A festa, que teve sua iniciativa no ano passado, chega à sua segunda edição em uma noite de gala da música católica, entregando aos melhores músicos e compositores de 2009 o Trófeu Louvemos o Senhor.
A banda Rosa de Saron também estará nesta festa ao lado de grandes nomes da música católica como Pe Antonio Maria, Pe Hewaldo Trevisan, Celina Borges, Adriana, Banda Anjos de Resgate,Cantores de Deus, entre outros; além dos novos nomes da música católica.

Neste ano, o troféu Louvemos o Senhor ganha maiores proporções e será transmitido por outras 6 emissoras além da TV Século 21:  TV Aparecida,  TV 3º Milênio,  TV  Imaculada Conceição, TV Nazaré, TV Horizonte e Rede Vida.

Serão dezessete categorias, sendo doze votadas por jurados (profissionais da área musical) e as outras cinco categorias tiveram voto popular

As Categorias de voto popular são:
01 – melhor musica do ano
02 – melhor música para a Santa Missa
03 – melhor cantor do ano
04 – melhor cantora do ano
05 – melhor CD independente

Categorias escolhidas por uma comissão de jurados:
06 – melhor banda
07 – melhor intérprete feminino
08 – melhor intérprete masculino
09 – revelação feminina
10 – revelação masculina
11 – destaque de 2009
12 – melhor álbum alternativo
13 – melhor álbum rock
14 – melhor álbum pop
15 – melhor compositor
16 – melhor grupo vocal
17 – melhor coletânea

A banda Rosa de Saron foi indicada a 5 categorias do Troféu Louvemos o Senhor: Melhor Banda, Melhor Álbum de Rock, Melhor Intérprete Masculino (Guilherme de Sá), Cantor do Ano (Guilherme de Sá) e Melhor Compositor (Guilherme de Sá e Rogério Feltrin/ Alex Alva).
Você também pode participar desta festa. Basta comparecer ao Auditório Paulo Apóstolo da TV Século 21/ Associação do Senhor Jesus, na cidade de Valinhos/SP e levar 1 kg de alimento não perecível.


 Fonte: Rosa de Saron



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Noite de autógrafos do livro: Cartas Entre Amigos - Sobre Ganhar e Perder



Autógrafos
Amanhã, (dia 28 de abril) às 19h

Livro: CARTAS ENTRE AMIGOS - SOBRE GANHAR E PERDER

Autor: Gabriel Chalita e Padre Fábio de Melo
Editora: Globo
Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - Bela Vista - São Paulo/SP

Sobre o título:

O momento é agora. O meio: cartas trocadas entre dois amigos. O resultado: um livro envolvente desde as primeiras linhas, destinado a conquistar os corações e as mentes de seus leitores. 'Cartas entre amigos – Sobre ganhar e perder', do padre Fábio de Melo e do educador Gabriel Chalita, nasceu da recente troca, tornada rara em tempos de comunicação eletrônica, de cartas pensadas, de cartas sentidas, de cartas vividas, entre duas mentes motivadas e envolvidas com o seu tempo. Cartas assim, em que os correspondentes se estimulam mutuamente – e, enquanto dialogam entre si, abrem-se para o mundo – são uma forma iluminadora de reflexão, pela qual as personalidades dos autores, seu pensamento, suas experiências, opiniões e emoções vão se desenvolvendo, se expondo e se condensando. Há, porém, um terceiro personagem: o mundo contemporâneo. Ganhos e perdas da contemporaneidade são a grande novidade desse novo diálogo dos autores. Recorrendo a autores como Tomás Antônio Gonzaga, Machado de Assis, Castro Alves, Graciliano Ramos, Guilherme de Almeida, Adélia Prado e Nélida Piñon, entre outros, Chalita e padre Fábio resgatam na sabedoria mais que milenar da literatura reflexões confortantes, que aliviam a aparente desesperança de viver no século XXI. Assim, pensam eles, 'perder' tempo com a beleza de um poema ou com a simplicidade maravilhosa de por de sol é um ganho incomensurável, ainda que não possa haver qualquer maneira mensurá-lo materialmente. Duas experiências de vida, duas vozes, dois estilos (um educador laico sintonizado com um catolicismo moderno, um padre católico inteiramente integrado ao mundo contemporâneo), que se igualam na sensibilidade literária e na generosidade de sua visão de mundo.

* Os autores autografarão apenas o livro “Cartas entre amigos – Sobre ganhar e perder”.
* Não será permitido o uso de máquinas fotográficas particulares. A Editora Globo disponibilizará um fotógrafo para as fotos com os autores e as mesmas serão disponibilizadas para os clientes no site - www.flickr.com/photos/sobreganhareperder

Fonte: Livraria Cultura 

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Joveni Ser Diferente




O Joveni Ser Diferente traz uma proposta inovadora, oferecendo aos jovens a possibilidade de vivenciarem de forma alegre e criativa a experiência da fé, através das artes, sobretudo, da música expressando o perfil de uma juventude em Deus!
Ao longo de todo o dia, a parti das 8h00, acontecerão: louvores; espiritualidade; pregações; oficinas; missa, adoração ao Santíssimo; testemunhos. Onde muitas das atrações acontecerão ao mesmo tempo. Teremos lanchonetes no local e tudo o que venha supri um dia de encontro.
As 17h iniciarão os shows musicais com o ministério Missão Resgate com um estilo voltado ao axé e muitos outros ritmos, em seguida o ministério de música da Comunidade Doce Mãe de Deus e então Eliana Ribeiro da Comunidade Canção Nova e banda lançando seu DVD – Barco a vela. 
Ingresso antecipado R$ 10,00
Ingresso no dia R$ 20,00 No dia do Show. 

PONTOS DE VENDAS:
Livraria Servos de Maria – Manaíra Shopping
IT Beach – Shopping Tambiá
Paulinas – Centro
Casa Católica – Mangabeira
Comunidade Doce Mãe de Deus – Geisel
Maiores informações – 3231.1603/83. 87287009/83. 87387947


Fonte: Comunidade Doce Mãe de Deus



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segunda-feira, 26 de abril de 2010

46ª Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Miracema RJ



PROGRAMAÇÃO

Parque de Exposições Jamil Cardoso
De 29 de abril a 03 de maio
Grandes atrações esperam por você!

29 de abril – Padre Fabio de Melo
30 de abril – Banda Aphalusa
01º de maio – Banda Vixe Mainha (com Gilmelândia)
02 de maio – Alexandre Pires

E mais:
Parque de diversões Filadelfia – Barracas típicas – Concurso Leiteiro – Feira Agropecuária – Rodeio com a Cia. de Rodeios Tony Nascimento – 14ª Exposição Especializada do Cavalo Mangalarga Marchador
ENTRADA FRANCA

29 de abril (5ª feira)

08h - Entrada dos animais do Concurso Leiteiro.
08h - Entrada dos animais equinos do concurso mangalarga marchador.
16h - Abertura oficial da 46ª Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Miracema - Presença de autoridades estaduais, municipais, civis e militares; Hasteamento da Bandeira em frente à Casa do Empresário, com participação da Sociedade Musical Sete de Setembro e Tiro de Guerra 01-009, de Miracema.
19h30min - Santa Missa Campal celebrada pelo Padre José Paulo (palco principal).
20h - Esgotamento dos animais do Concurso Leiteiro.
22h30min - Show com o PADRE FABIO DE MELO (super-atração para comemorar o aniversário de Miracema).
24h - Boate Mustique (Terreirão do Parque de Exposições).

30 de abril (6ª feira)

08h - Concurso Leiteiro (1ª ordenha).
09h - Início dos julgamentos dos equinos machos da raça mangalarga marchador.
19h - Solenidade da Câmara de Vereadores de Miracema, de entrega de títulos de Cidadania Miracemense, Miracemense Ausente e outros. Local: sede social da Sociedade Musical XV de Novembro.
19h30min - Fest Show Stúdio “S” Academia.
20h - Concurso Leiteiro (2ª ordenha).
21h - RODEIO com a Cia. de Rodeios TONY NASCIMENTO.
23h30min - Show com a BANDA APHALUSA.
1h - Boate Mustique (Terreirão do Parque de Exposições).

01º de Maio (sábado)

08h - Concurso Leiteiro( 3ª ordenha).
09h - Tradicional desfile cívico-escolar-comunitário e alegórico em comemoração aos 74 anos do município de Miracema. Local: Rua Marechal Floriano.
9h - Início dos julgamentos dos equinos fêmeas da raça mangalarga marchador.
13h - Continuação dos julgamentos dos equinos da raça mangalarga marchador.
13h30min - Final do Campeonato Municipal (Organização: Liga Desportiva de Miracema). Local: Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros.
20h - Concurso Leiteiro (4ª ordenha).
21h - RODEIO com a Cia. de Rodeios TONY NASCIMENTO.
23h30min - Show com a BANDA VIXE MAINHA (com GILMELÂNDIA).
01h - Boate Mustique (Terreirão do parque de Exposições).

02 de maio (domingo)

08h - Concurso Leiteiro (5ª ordenha).
09h - Futebol amistoso: Miracema x Visitante. Local: Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros. Realização: Liga Desportiva de Miracema.
9h - Grande Campeonato da Raça Mangalarga Marchador.
12h - 30º MotoCross de Miracema. Premiação em dinheiro e troféus. Local: Bar do Beto.
20h - Concurso Leiteiro (6ª ordenha ). Entrega de premiação do Concurso Leiteiro.
21h - RODEIO com a Cia. de Rodeios TONY NASCIMENTO.
23h30min - Show com ALEXANDRE PIRES.
24h30min - Boate Mustique (Terreirão do Parque de Exposições).

03 de maio (2ª feira)

17h - RODEIO com a Cia de Rodeios TONY NASCIMENTO.
21h - Show com a dupla JÚNIOR E GUSTAVO.
Por Carlos Ferreira

Fonte: Portal Click



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domingo, 25 de abril de 2010

Show Iluminar é lançado oficialmente

Palmas - Foi lançado nesta terça-feira, dia 13, o Show Iluminar, com o padre Fábio de Melo, na sede da Organização Jaime Câmara (OJC), em Palmas. O lançamento contou com a presença da diretora da Unidade Tocantins da OJC, Fátima Roriz, Monsenhor Rui Cavalcante Barboza, o deputado federal Eduardo Gomes (PSDB) e a equipe da organização do show.

O evento vai acontecer no dia 29 de maio, às 20 horas, na Praça dos Girassóis, para comemorar o aniversário de 14 anos da Arquidiocese de Palmas, no dia 31 de maio. O valor arrecadado com o show será revertido para a formação de padres no seminário da Capital.

Fátima Roriz, Dep. Eduardo Gomes e Mons. Rui Cavalcante com dois seminaristas da arq. de Palmas
“O Pe. Fábio de Melo canta a música do povo simples. O show tem o nome de Iluminar, iluminar esse mundo com amor. E tem toda a missão da Organização Jaime Câmara, que é unir pessoas, enriquecê-las através da cultura”, ressalta Fátima Roriz.

Para o Monsenhor Rui Cavalcante, que representou a Arquidiocese de Palmas, a expectativa para o show é a melhor possível. “O Pe. Fábio de Melo vem transmitir uma experiência de vida, de encontro com Deus”, afirma Monsenhor Rui Cavalcante.

Segundo Eduardo Gomes, as famílias vão poder desfrutar de uma boa música, além de confraternizar os 14 anos da Arquidiocese de Palmas e de ajudar o seminário de Palmas.

Estrutura


De acordo com um dos integrantes da organização, Carlos Eduardo Araújo de Lima, a estrutura remete ao de grandes shows já realizados na Capital. “Quem for no show vai ver uma estrutura inovadora, que vai atender todo o público presente nesse grande evento.”

Dentro de dez dias os ingressos passarão a ser vendidos a preços promocionais, mas os locais de venda ainda não foram definidos.

O show é realizado pela Arquidiocese de Palmas, tendo o apoio da OJC e patrocínio do deputado federal Eduardo Gomes. Mais informações sobre o show no blog: http://padrefabioempalmas.blogspot.com ou no twitter da Arquidiocese de Palmas www.twitter.com/arquipalmas. (Ana Carla Oliveira)
Parte da equipe produtora do evento

Fonte: Jornal do Tocantins




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Megashow com Pe. Fábio comemora aniversário de Arquidiocese de Palmas

 
 
Padre Fábio de Melo volta a Palmas para novo show - foto: reprodução da internet
Para comemorar o aniversário de 14 anos da Arquidiocese de Palmas, no dia 31 de maio, haverá um grande show no dia 29 na Praça dos Girassóis com a presença do padre Fábio de Melo, revelação nacional tanto pela sua pregação lúcida, quanto pelos milhões de CDs que já vendeu em todo o país. A festa acontece às 20h com o Show Iluminar, e o valor arrecadado com o evento será revertido para a formação de padres no seminário da Capital.
Para o Monsenhor Rui Cavalcante, a expectativa para o show é a melhor possível. "O padre Fábio de Melo vem transmitir uma experiência de vida, de encontro com Deus", afirma. Na visão do deputado federal Eduardo Gomes (PSDB-TO), as famílias poderão desfrutar de uma boa música, além de comemorar os 14 anos da Arquidiocese de Palmas e ajudar o seminário de Palmas.
De acordo com os organizadores do evento, em poucos dias os ingressos estarão a venda por preços promocionais, mas os locais ainda serão definidos e divulgados. O show é realizado pela Arquidiocese de Palmas, tendo o apoio da Organização Jaime Câmara (OJC) e do deputado federal Eduardo Gomes.
Mais informações sobre o show:  http://padrefabioempalmas.blogspot.com ou no twitter da Arquidiocese de Palmas: www.twitter.com/arquipalmas. (Com informações de O JORNAL)

Fonte: Jornal O Girassol



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sábado, 24 de abril de 2010

Um diálogo sobre a vida e a filosofia

Gabriel Chalita e o padre Fábio de Melo reabilitaram a epístola. Seus livros de cartas que enviaram um para o outro são bestsellers
Redação ÉPoca
 
 Divulgação

 Divulgação PARCERIA
O escritor Gabriel Chalita (à esq. na foto) e o padre Fábio de Melo reabilitaram um gênero literário esquecido: a epístola. Seus livros de cartas são campeões de venda

A troca de cartas foi aparentemente esquecida desde o advento da internet e do e-mail. A correspondência virtual imprimiu aos nossos tempos um estilo de comunicação seco e direto, sem a intimidade característica das cartas outrora escritas à mão. Não há, porém, nada num e-mail que o impeça de resgatar esse tom epistolar. É precisamente esse o maior recado do segundo livro da dupla formada pelo escritor Gabriel Chalita e pelo padre, cantor e compositor Fábio de Melo. O volume Cartas entre amigos – Sobre ganhar e perder (Editora Globo, 225 páginas, R$ 39,90) reúne a correspondência virtual trocada pelos dois entre setembro de 2009 e fevereiro deste ano. As 18 cartas – ou e-mails – versam sobre suas inquietações a respeito de conceitos como vitória e derrota e traduzem visões singulares de vida e filosofia. Seu tom sincero e genuíno renova um gênero literário quase esquecido: a epístola (leia abaixo os trechos selecionados das cartas) . No primeiro livro da dupla, Sobre medos contemporâneos (lançado no ano passado pela Ediouro), Chalita e o padre Fábio escreveram sobre solidão, fracasso, inveja, envelhecimento. Foi um dos cinco livros mais vendidos de 2009. “No novo livro procuramos discutir o significado do conceito de ganhar e perder”, diz Chalita. “As pessoas se sentem derrotadas por coisas tão simples, como ir mal numa prova, perder o emprego, problemas amorosos.”
Não há registro no livro de local ou de data de cada uma das 18 cartas trocadas. “Os assuntos de que tratamos ali são atemporais”, afirma Chalita. Aos 41 anos, formado em Direito e filosofia, Chalita é professor de graduação e pós-graduação da PUC-SP e da Universidade Mackenzie, membro da Academia Paulista de Letras e da Academia Brasileira de Educação. Em 2008, foi o vereador mais votado nas eleições municipais paulistanas, com 102 mil votos. Já lançou 50 obras – o primeiro título quando tinha 11 anos: uma carta dirigida a Deus, perguntando por que seu irmão, com síndrome de Down, não se curava.
O padre Fábio de Melo, de 39 anos, é formado em filosofia e teologia. Já lançou crônicas, contos e ensaios filosóficos. É referência hoje no universo da música cristã. Seus 12 CDs ultrapassaram a marca de 2 milhões de cópias vendidas e transformaram-no em ídolo popular.
Chalita conheceu padre Fábio há seis anos no programa de entrevistas que apresenta na rede Canção Nova, ligado ao movimento católico conhecido como Renovação Carismática. A afinidade dos dois em filosofia e literatura conduziu à amizade e à intensa troca de e-mails sobre temas contemporâneos. “A gente não discutia nada previamente ou decidia sobre o que trataríamos em nossos e-mails”, diz Chalita. “Não houve pesquisa de nenhum dos lados. Escrevemos sobre as experiências que estávamos vivendo.”
No novo volume, intitulado ao estilo dos filósofos clássicos como Sobre ganhar e perder, Chalita inicia uma carta contando “os horrores praticados na Tanzânia contra os albinos”, história relatada por uma jurista num congresso de direitos humanos. Por lá, há uma superstição: os albinos são vítimas de rituais de mandinga e sacrificados. Muitos tanzanianos acreditam que o sangue ainda quente dos albinos traz sorte. Vencer, para os feiticeiros da Tanzânia, é realizar a proeza de matar albinos e sorver-lhes o sangue ainda quente. Na resposta de padre Fábio, ele destaca o entendimento equivocado do conceito: “É lamentável que nos dias de hoje ainda tenhamos de admitir tamanho absurdo. O fato nos leva a compreender que, em muitos lugares do mundo, o respeito ao ser humano ainda não aconteceu. Ele ainda está condicionado a fatores culturais”.
O diálogo mantido ao longo do livro é comparado pelo padre Fábio aos debates na ágora, praça das antigas cidades gregas onde era realizada a troca de mercadorias e de ideias. À maneira dos filósofos gregos, ele se debruça sobre o que define como “a filosofia do cotidiano, a reflexão nossa de cada dia”.
Além do tom intimista, outro recurso usado pelos missivistas para aproximar essa filosofia do leitor é citar poemas, romances, estudos e filmes. A vida dos outros, longa-metragem alemão, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2007, é lembrado por Chalita como exemplo do interesse que as relações humanas despertam. No filme, um espião da Stasi, a polícia secreta do governo alemão oriental, se sente tocado pelo drama vivido pelo casal que espionava e, anonimamente, acaba por ajudá-lo. Chalita cita ainda A era dos direitos, do filósofo italiano Norberto Bobbio, como exemplo da importância do estado de direito, da democracia, da paz e de valores humanos: o aprendizado com as diferenças e o amor.
Em Cartas entre amigos – Sobre ganhar e perder, assim como em Sobre medos contemporâneos, Chalita e padre Fábio procuram promover uma reflexão sobre as relações humanas e tudo o que as envolve: sentimentos, pensamentos e atitudes. Padre Fábio relembra os dizeres bíblicos e compara a boa palavra ao bom alimento, ambos necessários a uma vida saudável. “Uma boa reflexão pode mudar o rumo de uma vida”, diz ele. “As pessoas erram muito porque refletem pouco.” As palavras trocadas pela dupla revelam como o e-mail pode ser um gênero de comunicação enriquecedor.
 
Trechos de uma carta de Gabriel Chalita 
 
“Querido irmão padre Fábio,Depois de alguma pausa, voltemos à nossa prosa. No fluxo de nossa vivência, vamos aquinhoando experiências. Nossos olhares são capazes de reter considerações que vão moldando o que somos. A imagem surge como os sentidos captando impressões. Depois dela, vem o conceito. O conceito é o que permanece quando a imagem se esvai. É como o conhecimento que fica com o avançar da aprendizagem. Lançamos mão de excessos para que a viagem fique mais leve ou para que o compartimento dos nossos sentidos receba outros companheiros. O bom conceito é aquele que traz a companhia da bondade, da gentileza, do respeito, entre outros avidamente esperados. Esperamos como necessidade vital. Esperamos o amanhecer. Esperamos o entardecer. Esperamos a demorada cicatrização da incômoda ferida. Esperamos um amor. Esperamos compreensão. Compreensão apenas, amigo. Guimarães Rosa dizia que ‘esperar é reconhecer-se incompleto’ ”

“Querido amigo,Este é um ensinamento fundamental: não permitir que a nossa vida caia no banal. Ler Dostoiévski, Tolstói, ou ouvir as histórias de Rosa, ou de dona Ana, ou de dona Anisse; beber em Padre Vieira, ou em mulheres e homens que nas praças e nas esquinas oferecem o paladar apurado pelo tempo; tudo isso nos tira do banal e nos empresta ornamentos para nossa travessia. Amigo, quando escrevo para você, escrevo para mim também. O verbo vai ganhando autonomia. As palavras são desafiadoras. Fico pensando se de fato eu paro, nem que seja em algumas janelas, para contemplar as vidas que se escondem por detrás dos véus das cortinas ”


Trechos de uma carta de Fábio de Melo 
 
“Meu querido Gabriel,Há discursos extensos que não nos presenteiam com palavra alguma. É a fala infértil, prolixa, redundante. Não agrega absolutamente nada ao que somos, mas ao contrário é capaz de nos retirar a alegria e a disposição. Neste mundo em que vivemos, é muito comum nos depararmos com discursos assim. Mas há outros que são ricos de palavras geradoras. São construídos a partir de uma visão holística da realidade, capaz de abarcar inúmeros aspectos numa mesma trama de palavras. É o discurso que não abre mão da sensibilidade, que realiza a proeza de colocar na mesma pauta razão e emoção. Meu amigo, sua carta é um celeiro de palavras geradoras. Seu olhar sobre o mundo é profundo e respeitoso. A raiz de tudo isso é o amor que você tem pela humanidade. Não é possível refletir as questões fundamentais da comunidade humana sem que por ela existam amor e respeito ”

“Meu amigo Gabriel,sua carta me proporcionou uma pequena viagem literária. Foi interessante reencontrar o contexto profundo dos personagens de Machado, atado à retórica eloquente de padre Vieira. De um lado está o escritor que não temeu descrever as mazelas humanas. A escrita vigorosa de Machado colocou à luz o subterrâneo da condição humana. De outro, está o homem que cresceu sob a luz esperançosa da fé cristã. O que por Machado foi revelado com perspicácia e ironia, por ele foi refletido a partir de rebuscadas teologias. A condição frágil e inacabada do ser humano encontra redenção no Evangelho que padre Vieira anuncia"

 Fonte: Revista Época


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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Baixe em MP3: 'Vivendo a transformação interior'

Com 1.423 mil votos, de cerca de 2.500 mil, a pregação do Kairos especial com padre Fábio de Melo escolhida para ser baixada na íntegra em MP3 é 'Vivendo a transformação interior' - homilía da Santa Missa de encerramento do evento que aconteceu dia 18 de abril.

Ouça a pregação na íntegra


Padre Fábio de Melo durante a homilia da Missa: "Vivendo a transformação interior"
Foto: Vânia/CN

:: Leia mais pregações do padre Fábio




Como baixar:

Para baixar o áudio, vá até a página do Podvir . Lá você encontrará, abaixo de cada um dos episódios, uma seta (do lado do fone de ouvido); ao clicar nela você conseguirá baixar o arquivo em MP3. Você precisa clicar na seta do episódio 'Vivendo a transformação interior'.


Fonte: Canção Nova




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Agenda - Show em Taubaté SP

30/04
Onde: Taubaté - SP

Evento: Lançamento CD Iluminar
Tel.: ( 12) 3622-6448

Informações:
Local: Associação de Taubaté
Endereço: Avenida Juca Esteves, 500 - Centro
Abertura dos portões: 18h
Horário: 20:30







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Agenda - Noite de autógrafos


28/04
Onde: São Paulo - SP

Evento: Noite de autógrafos


Informações:
Livro: Carta entre amigos – sobre perdas e ganhos
Organização: Editora Globo
Endereço: Avenida Paulista nº 2073, 9º andar - Conjunto Nacional

Livraria Cultura

Entrada Franca

Horário: de 19 às 22 horas





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